Suspeito nega abuso sexual em entrevista de emprego em Goiás e alega que pediu que garoto ficasse nu para tirar medidas do uniforme, diz polícia

Homem admitiu pedido para menor tirar a roupa, mas rebateu denúncia de estupro; primo da vítima, que também buscava emprego, diz que abordagem foi a mesma. Caso ocorreu em Anápolis

11/07/2018 - 12:57 hs
Foto: (TV Anhanguera/ Reprodução)
Suspeito nega abuso sexual em entrevista de emprego em Goiás e alega que pediu que garoto ficasse nu para tirar medidas do uniforme, diz polícia
Caso é investigado pela DPCA de Anápolis; suspeito está preso

O homem de 27 anos, preso suspeito de abusar sexualmente de um adolescente, de 14, durante uma entrevista de emprego negou o crime, mas confirmou que pediu ao garoto para tirar a roupa. No entanto, segundo a Polícia Civil, ele afirmou que o procedimento tinha como intuito apenas tirar as medidas para confecção do uniforme. O caso ocorreu em Anápolis, a 55 km de Goiânia. Um primo do menino, de 15 anos, alegou que também buscava uma vaga, disse que sofreu a mesma abordagem, mas se negou a ficar nu.

A situação ocorreu no último sábado (7) em uma suposta empresa de festa. Após a entrevista, a vítima contou a situação à mãe, que também estava no local e acionou a Polícia Militar. O homem foi preso em flagrante.

Segundo a delegada Kenia Segantini, responsável pelo caso, o adolescente disse em depoimento que, além de pedi-lo para tirar a roupa, o homem tocou seu corpo de forma "inadequada", fato negado pelo suspeito.

"Ele confirmou que pediu para os meninos tirarem a roupa, mas somente para tirar as medidas do uniforme. Ele também negou qualquer tipo de toque íntimo", disse Kenia ao G1.

A delegada disse que não poderia passar o nome e o contato do advogado que representa o homem.

Perguntas indiscretas

Os dois menores prestaram depoimento e deram versões semelhantes para a atitude do entrevistador. Primeiro a ser sabatinado, o garoto de 15 anos disse que o homem fez várias perguntas indiscretas.

"Ele disse que o homem perguntava coisas como se ele contava tudo para a tia ou se 'topava tudo'. Depois, pediu para que ele tirasse as roupas para medir o uniforme, mas ele se negou e saiu do local", destaca.

Em seguida, o homem foi para outra sala falar com o segundo adolescente. A abordagem foi a mesma, porém, o menino resolveu obedecê-lo.

"Ele tirou a roupa para fazer a medição acreditando que tratava-se de um procedimento de rotina da empresa. Porém, em seguida, alegou que teve seu corpo tocado pelo suspeito, o que motivou a denúncia", frisa a delegada.

Kenia afirmou que o menino saiu da sala assustado e logo contou para a mãe o que havia ocorrido. Em seguida, ela acionou a polícia.

A investigação segue agora com o intuito de descobrir se a empresa de fato existia e funcionava, bem como saber se o homem tinha sócios ou se outras pessoas teriam sido vítimas do rapaz.