Vendedora morta pelo namorado foi estrangulada duas vezes em casa, diz MP

Segundo a denúncia, acusado alegou que estava sob efeito de cocaína. Crime ocorreu em 24 de novembro em Santa Bárbara d'Oeste

10/01/2018 - 19:33 hs
Foto: (Cristina Maia/EPTV)
Vendedora morta pelo namorado foi estrangulada duas vezes em casa, diz MP
Adriana Oliveira foi morta dentro de casa em Santa Bárbara d'Oeste

O serralheiro Renan Teixeira Passarin, de 26 anos, estrangulou duas vezes a namorada, Adriana Oliveira Silva, de 40 anos, para matá-la, segundo o Ministério Público (MP). O caso ocorreu em 24 de novembro na residência do casal, no Parque Planalto, em Santa Bárbara d'Oeste (SP). O MP pede a condenação do réu por homicídio triplamente qualificado.

De acordo com a denúncia do órgão, Passarin enforcou a mulher uma vez, ela caiu no solo e, quando tentava se levantar, foi novamente agredida pelo homem. Depois de ser estrangulada pela segunda vez, ela não resistiu.

"Renan se aproximou de sua companheira e, de súbito, segurou o pescoço da vítima com força, enforcando-a. A vítima, ainda com vida, caiu ao solo. Foi então que, visualizando a vítima fragilizada tentando se levantar e, valendo-se de sua superioridade física, o denunciado voltou a enforcá-la, dessa vez provocando seu óbito", afirmou, na denúncia, o promotor Matheus Bulgarelli de Freitas Guimarães.

Sob efeito de droga

Após o crime, Passarin levou a vítima ao Hospital São Francisco, na cidade vizinha de Americana (SP). Depois que foram informados do crime, os policiais militares chegaram na residência do casal e encontraram o serralheiro sentado na calçada. Ele admtiu informalmente, segundo o MP, o crime, e afirmou que estava sob efeito de cocaína.

Adriana Oliveira chegou no hospital morta. "Revelando nervosismo, [Passarin] confessou informalmente a autoria delitiva, afirmando que é usuário de cocaína e que, sob o efeito de referida droga, asfixiou sua amásia com a mão direita", apontou o MP.

O MP pede condenação por homicídio triplamente qualificado, já que o crime foi cometido por asfixia, com recurso que dificultou a defesa da vítima e por porque a vítima era mulher. "O agressor convivia com a ofendida e manifestava por ela ciúmes doentio, ligando para a vítima a todo momento quando esta não estava em sua companhia, demonstrando, com isso, sentimento de posse, característico do menosprezo à condição de mulher".

A denúncia foi oferecida em 11 de dezembro de 2017 e, segundo o acompanhamento no site do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), os autos estão conclusos para decisão desde segunda-feira (8). Passarin está preso desde o dia do crime.

O G1 tentou localizar a defesa do réu, mas a ligação para o telefone encontrado pela a reportagem não foi completada.